Separação... palavrinha difícil de se lidar. Segundo os bons e velhos romanos, seu significado é desunir, dividir. É mesmo. Não há quem não se sinta metade do homem ou da mulher que era até então, quando – após anos e anos de tristezas, alegrias e aborrecimentos compartilhados – se vê novamente a sós no mundo. Recomeçar uma nova vida nem sempre é fácil. Alguns criam manias, como ouvir “Stand By Me” na versão dos Beatles até os ouvidos praticamente caírem. Outros fecham-se sobre si e evitam qualquer tipo de contato humano. Há ainda os que vão à forra, vingando-se do sexo oposto ou bebendo a là Nicolas Cage em “Despedida em Las Vegas”. Todavia, independente da reação, o mais comum é sentir-se deslocado do restante do mundo. Para ajudar os perdidos na Estrada do Relacionamento – e sim, eu sou um de vocês – resolvi criar este blog. Não é lá grande coisa, não sei mais do que a maioria de nós. Mas é melhor do que nada. E se isso me ajudar a ouvir outra música além de “Stand By Me”, melhor ainda.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Quem sou eu



Boa pergunta. Ainda não sei. Mas posso contar um pouco da minha história e porque decidir criar esse blog. Bom, meu nome é Fernando, tenho 29 anos, sou jornalista, divorciado e sem filhos. Me separei da minha esposa – vou chamá-la de Michele nos posts, para preservá-la – em novembro de 2009, depois de cinco anos juntos. O casamento já havia acabado bem antes, apenas insistimos em ficar juntos e depois, quando nada mais poderia salvar o relacionamento, morei mais dois meses com ela até achar uma casa. Ela foi a segunda das mulheres da minha vida com quem eu tive o que se pode chamar de relacionamento amoroso de fato. A primeira foi a Laís (nome fictício também) com quem vivi dos 16 aos 19 anos, entre 1998 e 2001.
História engraçada. Ela tinha uma filha recém-nascida. Do meu melhor amigo. Não escolhi me apaixonar, mas aconteceu e ficamos juntos até que ela decidiu que queria mais do mundo. O final da história é triste. Ela acabou se envolvendo com drogas e morreu em 2007, aos 25 anos, de overdose. Eu já estava casado. O fiz em 2004, por puro acaso. Michele e eu namorávamos e decidimos nos mudar para Natal, no Rio Grande do Norte. As famílias pressionaram e nos casamos para partir. Mas no final desistimos da mudança e ficamos casados. Fomos morar juntos uns dois meses depois da cerimônia realizada.
É desse relacionamento que tiro a maior parte das coisas que aprendi sobre morar com alguém. Com a Laís era muito jovem e não entendi direito as coisas da vida. Depois da Michele, morando sozinho de novo, aprendi aos trancos e barrancos o que é a vida de solteiro e como superar muita coisa. Não sei tudo ainda, estou descobrindo fatos novos todos os dias, mas tenho tocado até que bem esse novo estilo de vida. Mas falta uma. Em março de 2009 conheci a Grazi (só a primeira letra é a do nome das três). Estava meio carente então e fomos morar juntos 15 dias após nos conhecermos. Nem preciso dizer o fracasso que foi isso. Posso resumir explicando que, três meses depois ela estava nos braços de outro. Na minha cama, rs
Conversando com vários amigos que se encontram na mesma situação que eu, decidi criar esse espaço para falar um pouco sobre o assunto. Não tenho grandes pretensões, ainda não sei e não posso a ensinar a ninguém os segredos da vida, mas a jornada sempre é mais fácil se o fardo for compartilhado. Espero contribuições de todos e quero tirar alguma coisa boa disso. Espero que vocês gostem de ler e participar tanto quanto estou gostando de fazer. Vamos lá, a vida (re)começa agora!